Um padre da paróquia de Pitangui (MG),
a 127km de Belo Horizonte, foi afastado das atividades por ter sido
“acusado publicamente de comportamento moral impróprio e escandaloso a
um clérigo”, segundo comunicado publicado no site oficial da Diocese de
Divinópolis, à qual pertence a paróquia onde o religioso atuava.
O decreto sobre o afastamento do religioso, de 58 anos, foi assinado
pelo bispo diocesano, José Carlos de Souza Campos, e divulgado ontem,
citando o pároco nominalmente. Com isso, ele não poderá celebrar a
eucaristia, mesmo que de forma privada, nem batizar e ouvir confissões,
exceto em caso de “perigo de morte”.
As sanções ao padre são “penas medicinais, na expectativa de que a
verdade venha à tona”, diz o documento. No Direito Penal Canônico, essas
penas são, na verdade, uma censura com o objetivo de correção.
Apesar de o documento publicado pela igreja não deixar claro o que o
padre teria feito de errado, moradores de Pitangui suspeitam que seja
uma resposta a um suposto diálogo pelo whatsapp dele com um homem
casado. O religioso teria convidado a pessoa para ir a um motel.
Questionado na suposta conversa se não seria pecado, ele teria
respondido que “casado não é capado”.
Um morador de Pitangui disse por telefone, sob condição de anonimato,
que o assunto é o mais comentado na cidade, de 28 mil habitantes, desde a
notícia das sanções ao padre. “Tá o maior comentário aqui, mas provar
ninguém prova. Eu mesmo não julgo ninguém”.
Segundo ele, nas redes sociais há pessoas também defendendo o religioso.
“Muita gente defende. Quem não tem pecado que atire a primeira pedra”.
Outra pessoa que conversou com a reportagem disse que apenas ouviu falar
de um possível caso do padre com um homem, e o religioso nega.
Investigação é para esclarecer a verdade, diz a igreja.
De acordo com o decreto, o afastamento ocorre “na expectativa de que a
verdade venha à tona” e o padre possa ser readmitido. A penalidade é por
tempo indeterminado, mas poderá ser retirada “assim que as acusações
forem devidamente apuradas”.
No site oficial da Paróquia Nossa Senhora do Pilar, o nome do padre
continua constando como Vigário Paroquial da cidade. Ele foi ordenado em
1995.
O pároco afastado não foi encontrado pela reportagem, que ligou
insistentemente para a paróquia, onde ninguém atendeu, e para a sede da
diocese. Nesta última, foi deixado recado sobre a procura pelo religioso
para ele dar sua versão dos fatos.
Nossa...
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