O isolamento do presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), diante
do agravamento das denúncias contra ele nos últimos dias já produz
reflexos no Conselho de Ética, que deve analisar seu processo por quebra
de decoro parlamentar.
Aliados calculam que, em menos de 24 horas, ele perdeu cerca de
metade dos votos que tinha no colegiado e agora terá de apostar em
manobras regimentais para evitar a perda do mandato e, consequentemente,
do foro privilegiado.
O caso de Cunha chegou ao Conselho de Ética graças a uma
representação feita pelo PSOL e pela Rede com base em acusações da
Procuradoria-Geral da República de que ele manteria contas secretas na
Suíça.
Cabe ao colegiado aprovar parecer indicando a cassação ou a manutenção do mandato, após uma investigação. O julgamento sobre o destino político do parlamentar é tarefa do plenário.
Aliados do peemedebista contabilizavam na noite de quinta-feira de 11
a 14 votos a favor de Cunha entre os 21 titulares do conselho – o
presidente vota, mas só em caso de empate.

Eduardo Cunha.
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