A Tribuna do Norte também destaca que, pelo menos 100 pessoas do
interior do Rio Grande do Norte, já procuraram um meio de reaver o
dinheiro que investiram no Telexfree. A Comarca de Patu, na região Oeste
do Estado, já recebeu cinco processos de medida cautelar preparatória
pedindo à Justiça o bloqueio do valor investido. De acordo com o
advogado Félix Gomes Neto, representante dos divulgadores, as ações são
uma preparação para outras que deverão ser ajuizadas no intuito de obter
a anulação dos contratos e o retorno do dinheiro aplicado no Telexfree.
“A medida cautelar preparatória antecede a ação principal. Nós
pedimos à Justiça o bloqueio do valor que o cidadão investiu em uma
conta que já está à disposição da Justiça, junto ao Banco Central, sem
que o juiz precise entrar no mérito da questão agora. É uma tentativa de
guardar o dinheiro até que se discuta a legalidade. Na ação principal é
que vamos tratar do ilícito”, disse Félix Gomes Neto.
Segundo o advogado, mais de 100 pessoas o procuraram para buscar seus
direitos na Justiça, mas apenas cinco clientes tiveram ações ajuizadas
até o momento por se tratar de matéria nova. Félix Gomes conta que um de
seus clientes, um agricultor, vendeu seu gado para aplicar R$ 3.069 no
Telexfree, mas não teve retorno do investimento. Em outro caso, uma
pessoa fez um empréstimo na Caixa Econômica Federal com a mesma
intenção, mas foi surpreendido com o bloqueio da conta do Telexfree sem
que tivesse reavido o dinheiro investido.
Em Natal, oito ações tramitam pedindo antecipação de tutela. Um dos
pedidos foi indeferido. Além dos processos de Patu, apenas dois foram
iniciados após decisão do Tribunal de Justiça do Acre que no dia 18 de
junho suspendeu os pagamentos e a adesão de novos contratos à Telexfree.
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